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Afinal, televisão é “bicho do mal”?

11 de novembro de 2014 at 22h48 / by

A produção de TV feita e pensada para criança tem muito mais estudo e pesquisa por trás do que pensamos. Para o bem e para o mal.
A questão da publicidade infantil sem medidas é um capítulo à parte, a ser tratado em outro momento.
O fato é que muitos dos desenhos a que nossos filhos assistem, na maioria das vezes, têm um estudo, um porquê de ser. Recentemente estive numa conferência do ComKids (uma iniciativa para a promoção e produção de conteúdos digitais, interativos e audiovisuais de qualidade para crianças e adolescentes, a partir de pressupostos de responsabilidade social, desenvolvimento cultural e economia criativa no Brasil, na América Latina e na Península Ibérica) e pude conhecer um pouco do trabalho da Cbeebies, a produtora da BBC para conteúdo infantil (visando a aprendizagem e oferecendo conteúdo de qualidade).
“Tree Fu Ton”, por exemplo, é um desenho que, aqui no Brasil, pode ser visto no canal da TV paga Discovery Kids. “Tree Fu Ton” foi desenvolvido a partir de uma preocupação referente à dispraxia, um distúrbio de movimento que afeta 10% da população mundial, segundo os autores.
Não vou aqui entrar em detalhes, mas o ponto aonde quero chegar é: sim, se deixarmos um bebê na frente da TV passivamente, somente com o intuito de deixá-lo quietinho, é, sim, muito prejudicial, porque não existe, nesse caso, interação alguma.
Programas interativos são, sim, muito bem-vindos, mas os pais às vezes entendem aquilo como suficiente, como forma de interação em si, e não é! Nada substitui a interação humana. Toda criança tem necessidade de brincar ao ar livre, com outras crianças, brincar sozinha e, sim, ver TV. Uma tecnologia, uma forma de brincar e se divertir, não necessariamente precisa substituir a outra.
A TV não é ruim. Depende do uso que se faz dela. Assim como tablets, telefones, videogames… Fazer uso dessas tecnologias só prejudica se elas forem oferecidas à criança como única forma de diversão, como única opção!

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