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Brincando com o perigo

18 de setembro de 2015 at 18h55 / by

Vi esse vídeo pela primeira vez no ComKids, um seminário voltado para produções de conteúdo digital, interativo e audiovisual de qualidade para crianças e adolescentes. O expectador começa a ficar aflito assim que a menina pega a faca. Quem não fica?? O vídeo não tem fundo musical (de propósito), para não gerar expectativa (nem boa, nem ruim) em quem assiste. Fiquei pensando nesse impulso do adulto que é sempre de intervir, se preocupar com o risco, com o machucado e em quanto isso acaba retardando o desenvolvimento da autonomia da criança. Seria excesso de cuidado? O quanto estamos dando o direito à criança de ser ela mesma, deixar explorar, deixar fazer? Sim, eu também tenho medo e aflição quando vejo a cena da faca. Mas o que é melhor: usá-la e aprender ou evitá-la? Existe aprendizagem sem erro? Acredito sim que o erro é o caminho para descobrir, criar e aprender. É só pensarmos numa criança aprendendo a andar. Quantas vezes ela precisa cair, “falhar”, para aprender e sair andando? Muitas! Executar a escuta é um desafio para todos nós. Falo da escuta no sentido de conexão com a criança. E a criança não se comunica apenas através da linguagem oral mas também quando pinta, desenha, fantasia, joga, etc. E para isso, deixar viver , deixar fazer é fundamental!

Quantas vezes falamos “não” sem nem mesmo pensar por que estamos proibindo. Passei a prestar mais atenção aos meus “nãos” e percebi que muitos deles eram dados “no automático”. Da mais trabalho dizer sim, claro. Você precisa estar disponível e atento para ajudar, ensinar, estar junto, não é todo dia que a gente tem disponibilidade ou mesmo paciência. Mas vale a pena parar e pensar um pouco se o “não” é realmente necessário.

Alice cortando

 

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